sexta-feira, 20 de março de 2009

Estuário do Sado

Falta de gestão destrói habitats no Açude da Murta

A falta de manutenção do dique e das respectivas comportas que permite a manutenção do sistema de ilhas flutuantes existente no Açude da Murta, área classificada como ZPE – Zona de Protecção Especial para Aves, também inserida no Sitio da rede natura 2000 Comporta - Galé está a destruir habitats naturais de conservação prioritária.


Paralelamente, a Quercus sabe que os actuais proprietários solicitaram junto do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - um pedido de autorização para efectuar uma limpeza em larga escala, uma ameaça que poderá destruir ainda mais um espaço natural de características únicas.

Uma área natural de conservação prioritária

O Açude da Murta desenvolve-se numa depressão interdunar húmida de fundo plano, adjacente ao limite sul da Reserva Natural do Estuário do Sado, e possui comunidades vegetais relíquias características das regiões atlânticas de grande raridade na Europa mediterrânea. Estas comunidades turfosas ao conterem algumas plantas endémicas, raras ou que se encontram no seu limite de distribuição, têm elevado interesse para conservação, pois são ilustrativas de épocas em que o clima era mais frio e húmido e mantêm-se naquele local devido à permanente humidade resultante da existência de uma toalha freática que abastece a depressão. Acresce ainda que a instalação de um açude há muitos anos atrás inundou uma turfeira e provocou o levantamento da turfa, criando ilhas flutuantes, onde a turfa pode chegar a um metro. Este habitat é único no Sul de Portugal, pois a procura de solos turfosos para a agricultura, levou a que praticamente todos os espaços com estas características fossem drenados e utilizados na actividade agrícola. De entre as comunidades vegetais presentes destacam-se o salgueiral palustre (prioritário), comunidades de samouco (Myrica gale), turfeiras, comunidades de água doce formada por plantas enraizadas com folhas flutuantes, caniçais, entre outras.

Quercus quer intervenção imediata do ICNB

Tendo em consideração o valor natural do Açude da Murta, a Quercus exige que seja restaurado com a maior brevidade possível o dique e respectivas comportas de forma a permitir a recuperação da vegetação arbórea e arbustiva das ilhas flutuantes e que futuras intervenções previstas não ponham em causa a estruturas das referidas ilhas. A Quercus exige também maior empenho do ICNB no acompanhamento deste tipo de situações e, se necessário, auxilie os proprietários na execução de acções em espaços que requerem gestão activa de forma a manterem os habitats em estado de conservação favorável.


in www.quercus.pt


®PetehuntToons
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Adepto mata futebolista isolado frente ao guarda-redes

Um adepto iraquiano matou a tiro um jogador da equipa adversária, que estava isolado frente ao guarda-redes.

Um adepto iraquiano matou domingo a tiro um futebolista da equipa adversária, numa altura em que este estava isolado frente ao guarda-redes e tinha a possibilidade de marcar um golo que empataria o desafio.

Muthanna Khalid, responsável da polícia iraquiana, revelou que quando um jogador da equipa amadora de Buhairat estava isolado frente ao guarda-redes, durante um jogo de amadores em Hillah, um adepto da equipa de Sinjar atingiu-o com um tiro na cabeça, quando faltava um minuto para o jogo terminar.

A fonte policial indicou que o espectador foi detido.

Com o aumento da segurança, há mais iraquianos a voltarem-se para os eventos desportivos, que são alvo de fortes medidas de segurança nos principais jogos em Bagdad, mas esta é mais fraca em jogos amadores e em cidades mais pequenas.

Então??...Ninguém se oferece para jogar à avançada???


®PetehuntToons
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sexta-feira, 13 de março de 2009

A ciência do beijo

Um beijo é muito mais que lábios fundidos ou línguas entrelaçadas. Os cientistas acreditam que pode determinar o futuro de uma relação e até combater a depressão. A filematologia explica como.


Lembra-se do primeiro? Olhos nos olhos, mãos suadas, coração acelerado, lábios hesitantes. Tensão e emoção. Num sopro, paraíso ou inferno. Afinal, porque beijamos? Simples: porque queremos. Porque nos rendemos aos afectos e nos deixamos levar pelos impulsos românticos. E, contudo, explicam os cientistas, o fenómeno é muito mais complexo que a simples comunhão de duas bocas, seja no entrelaçar das línguas ou, com menos saliva, na união de dois lábios (ou, para ser mais rigoroso, dois pares de lábios). Por isso criaram a filematologia, a ciência que estuda o beijo e as suas funções.

Segundo o antropólogo inglês Desmond Morris, as origens do beijo estão num instinto bem mais primário: o das mães primatas mastigarem a comida e a passarem às crias através da boca, um costume que sobrevive ainda em algumas tribos do Planeta. O gesto, especula Morris, terá evoluído para uma forma de confortar crianças esfomeadas quando a comida escasseava e, mais tarde, para demonstrar amor e carinho.

Para outros cientistas, beijar está ligado ao complexo processo de escolha de um parceiro. Quando duas pessoas se beijam, trocam uma série de informações (gustativas, mas também olfactivas, tácteis, visuais e até de postura) que, inconscientemente, as ajudam a perceber o grau de comprometimento do outro na relação. O gesto pode revelar até que ponto se está perante a pessoa ideal para formar família, sendo por isso uma acção fundamental para a sobrevivência das espécies.

O estudo revelou outro dado curioso: os homens preferem beijos mais molhados e com mais contacto de língua. A opção, percebe-se agora, não é ingénua. A saliva masculina contém grandes quantidades de testosterona que podem afectar a líbido das mulheres. Os cientistas baralham outra hipótese: a dos homens terem uma menor capacidade de detecção química e sensorial, precisando por isso de mais saliva para fazer a sua avaliação da parceira.

Igualmente complexa é a equação anatómica e fisiológica de um beijo. O acto põe em acção diversos músculos, cujo número varia em função da intensidade: um beijo carinhoso mobiliza 17 músculos; um mais apaixonado pode chegar aos 29, segundo a tese de doutoramento em Medicina da francesa Martine Mourier, que dedicou as duzentas páginas do seu trabalho aos efeitos do beijo. Outras revelações: a pressão exercida pode atingir os 12 quilos, os batimentos cardíacos disparam dos 70 para os 150 por minuto e são trocadas pelos menos 250 bactérias. Citando um filósofo dos tempos modernos, Duff McKagan, ex-baixista dos Guns N'Roses, "um beijo pode não ser uma coisa higiénica, mas é a maneira mais saborosa de apanhar um germe".

Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Março de 2009


®PetehuntToons
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Imitações de louça das Caldas no Museu do Erotismo de Paris

É um dos museus mais mediáticos de Paris, situado em pleno bairro de Pigalle, uma das "zonas vermelhas da cidade", com inúmeras sex shops e casas de espectáculos como o conhecido Moulin Rouge.

No Museu do Erotismo, inaugurado em 1998, podem ser vistas estatuetas de civilizações milenares, achados arqueológicos com motivos eróticos e até imitações de louça das Caldas.

Nas prateleiras dedicadas à arte popular encontram-se figuras claramente inspiradas no Zé Povinho e uma caneca de estilo bordaliano com um falo no interior, além dos típicos jogadores de futebol em cerâmica aos quais se puxa um cordelinho.

No entanto, ao contrário dos restantes objectos expostos, nada é dito relativamente à origem das peças

Então os Franceses querem ficar-nos com o das Caldas?

®PetehuntToons
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