sexta-feira, 29 de maio de 2009

Novas paragens

Novas viagens em

http://olharpelalente.blogspot.com

Visitem!

®PetehuntToons
Até que o gato mie!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Estuário do Sado

Falta de gestão destrói habitats no Açude da Murta

A falta de manutenção do dique e das respectivas comportas que permite a manutenção do sistema de ilhas flutuantes existente no Açude da Murta, área classificada como ZPE – Zona de Protecção Especial para Aves, também inserida no Sitio da rede natura 2000 Comporta - Galé está a destruir habitats naturais de conservação prioritária.


Paralelamente, a Quercus sabe que os actuais proprietários solicitaram junto do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - um pedido de autorização para efectuar uma limpeza em larga escala, uma ameaça que poderá destruir ainda mais um espaço natural de características únicas.

Uma área natural de conservação prioritária

O Açude da Murta desenvolve-se numa depressão interdunar húmida de fundo plano, adjacente ao limite sul da Reserva Natural do Estuário do Sado, e possui comunidades vegetais relíquias características das regiões atlânticas de grande raridade na Europa mediterrânea. Estas comunidades turfosas ao conterem algumas plantas endémicas, raras ou que se encontram no seu limite de distribuição, têm elevado interesse para conservação, pois são ilustrativas de épocas em que o clima era mais frio e húmido e mantêm-se naquele local devido à permanente humidade resultante da existência de uma toalha freática que abastece a depressão. Acresce ainda que a instalação de um açude há muitos anos atrás inundou uma turfeira e provocou o levantamento da turfa, criando ilhas flutuantes, onde a turfa pode chegar a um metro. Este habitat é único no Sul de Portugal, pois a procura de solos turfosos para a agricultura, levou a que praticamente todos os espaços com estas características fossem drenados e utilizados na actividade agrícola. De entre as comunidades vegetais presentes destacam-se o salgueiral palustre (prioritário), comunidades de samouco (Myrica gale), turfeiras, comunidades de água doce formada por plantas enraizadas com folhas flutuantes, caniçais, entre outras.

Quercus quer intervenção imediata do ICNB

Tendo em consideração o valor natural do Açude da Murta, a Quercus exige que seja restaurado com a maior brevidade possível o dique e respectivas comportas de forma a permitir a recuperação da vegetação arbórea e arbustiva das ilhas flutuantes e que futuras intervenções previstas não ponham em causa a estruturas das referidas ilhas. A Quercus exige também maior empenho do ICNB no acompanhamento deste tipo de situações e, se necessário, auxilie os proprietários na execução de acções em espaços que requerem gestão activa de forma a manterem os habitats em estado de conservação favorável.


in www.quercus.pt


®PetehuntToons
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Adepto mata futebolista isolado frente ao guarda-redes

Um adepto iraquiano matou a tiro um jogador da equipa adversária, que estava isolado frente ao guarda-redes.

Um adepto iraquiano matou domingo a tiro um futebolista da equipa adversária, numa altura em que este estava isolado frente ao guarda-redes e tinha a possibilidade de marcar um golo que empataria o desafio.

Muthanna Khalid, responsável da polícia iraquiana, revelou que quando um jogador da equipa amadora de Buhairat estava isolado frente ao guarda-redes, durante um jogo de amadores em Hillah, um adepto da equipa de Sinjar atingiu-o com um tiro na cabeça, quando faltava um minuto para o jogo terminar.

A fonte policial indicou que o espectador foi detido.

Com o aumento da segurança, há mais iraquianos a voltarem-se para os eventos desportivos, que são alvo de fortes medidas de segurança nos principais jogos em Bagdad, mas esta é mais fraca em jogos amadores e em cidades mais pequenas.

Então??...Ninguém se oferece para jogar à avançada???


®PetehuntToons
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sexta-feira, 13 de março de 2009

A ciência do beijo

Um beijo é muito mais que lábios fundidos ou línguas entrelaçadas. Os cientistas acreditam que pode determinar o futuro de uma relação e até combater a depressão. A filematologia explica como.


Lembra-se do primeiro? Olhos nos olhos, mãos suadas, coração acelerado, lábios hesitantes. Tensão e emoção. Num sopro, paraíso ou inferno. Afinal, porque beijamos? Simples: porque queremos. Porque nos rendemos aos afectos e nos deixamos levar pelos impulsos românticos. E, contudo, explicam os cientistas, o fenómeno é muito mais complexo que a simples comunhão de duas bocas, seja no entrelaçar das línguas ou, com menos saliva, na união de dois lábios (ou, para ser mais rigoroso, dois pares de lábios). Por isso criaram a filematologia, a ciência que estuda o beijo e as suas funções.

Segundo o antropólogo inglês Desmond Morris, as origens do beijo estão num instinto bem mais primário: o das mães primatas mastigarem a comida e a passarem às crias através da boca, um costume que sobrevive ainda em algumas tribos do Planeta. O gesto, especula Morris, terá evoluído para uma forma de confortar crianças esfomeadas quando a comida escasseava e, mais tarde, para demonstrar amor e carinho.

Para outros cientistas, beijar está ligado ao complexo processo de escolha de um parceiro. Quando duas pessoas se beijam, trocam uma série de informações (gustativas, mas também olfactivas, tácteis, visuais e até de postura) que, inconscientemente, as ajudam a perceber o grau de comprometimento do outro na relação. O gesto pode revelar até que ponto se está perante a pessoa ideal para formar família, sendo por isso uma acção fundamental para a sobrevivência das espécies.

O estudo revelou outro dado curioso: os homens preferem beijos mais molhados e com mais contacto de língua. A opção, percebe-se agora, não é ingénua. A saliva masculina contém grandes quantidades de testosterona que podem afectar a líbido das mulheres. Os cientistas baralham outra hipótese: a dos homens terem uma menor capacidade de detecção química e sensorial, precisando por isso de mais saliva para fazer a sua avaliação da parceira.

Igualmente complexa é a equação anatómica e fisiológica de um beijo. O acto põe em acção diversos músculos, cujo número varia em função da intensidade: um beijo carinhoso mobiliza 17 músculos; um mais apaixonado pode chegar aos 29, segundo a tese de doutoramento em Medicina da francesa Martine Mourier, que dedicou as duzentas páginas do seu trabalho aos efeitos do beijo. Outras revelações: a pressão exercida pode atingir os 12 quilos, os batimentos cardíacos disparam dos 70 para os 150 por minuto e são trocadas pelos menos 250 bactérias. Citando um filósofo dos tempos modernos, Duff McKagan, ex-baixista dos Guns N'Roses, "um beijo pode não ser uma coisa higiénica, mas é a maneira mais saborosa de apanhar um germe".

Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Março de 2009


®PetehuntToons
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segunda-feira, 9 de março de 2009

Imitações de louça das Caldas no Museu do Erotismo de Paris

É um dos museus mais mediáticos de Paris, situado em pleno bairro de Pigalle, uma das "zonas vermelhas da cidade", com inúmeras sex shops e casas de espectáculos como o conhecido Moulin Rouge.

No Museu do Erotismo, inaugurado em 1998, podem ser vistas estatuetas de civilizações milenares, achados arqueológicos com motivos eróticos e até imitações de louça das Caldas.

Nas prateleiras dedicadas à arte popular encontram-se figuras claramente inspiradas no Zé Povinho e uma caneca de estilo bordaliano com um falo no interior, além dos típicos jogadores de futebol em cerâmica aos quais se puxa um cordelinho.

No entanto, ao contrário dos restantes objectos expostos, nada é dito relativamente à origem das peças

Então os Franceses querem ficar-nos com o das Caldas?

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Declaração amigável??

Satélites russo e americano embateram no espaço


O acidente espacial ocorrido terça-feira entre dois satélites de comunicação, um russo e um americano, provocou uma gigantesca "nuvem" de destroços que poderiam atingir e até destruir outros satélites. Mas o risco para a Estação Espacial Internacional e os três astronautas que compõem a tripulação é "pequeno", assegurou a NASA.

De acordo com a agência espacial americana, o perigo é reduzido porque a estação descreve uma órbita em volta da Terra a uma distância de 435 km abaixo da rota de colisão. Mas segundo o porta-voz da NASA, Kelly Humphries, a verdadeira dimensão do acidente só será conhecida na próxima semana.
Outros peritos citados pelas agências russas concordam que os destroços dos satélites não constituem "perigo directo" para a Estação Espacial Internacional. O mais provável é que a maior parte dos destroços acabe por ficar na atmosfera terrestre.

O choque também não deve interferir nos planos da NASA de lançar um autocarro espacial no final desde mês.

"Às 19h56 de 10 de Fevereiro, a uma altura de 800 quilómetros, chocaram o satélite norte-americano Iridium-32 e o satélite militar russo Cosmos-2251. Este último foi lançado em 1993 do cosmódromo de Plesetsk. Deixou de funcionar a partir de 1995. O satélite norte-americano estava em funcionamento", precisou o general Alexandre Iakuchin, vice-comandante das Tropas Espaciais russas.

Iakuchin acrescentou que "presentemente, os meios de controlo do Espaço acompanham todos os destroços numa altura entre 500 e 1 300 km".
"Sabíamos que isto poderia acontecer eventualmente", disse Mark Matney, um cientista do Centro Espacial Johnson, na cidade norte-americana de Houston, considerando que "este tipo de colisões começará a ter mais e mais importância nas próximas décadas".

A colisão envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional, ambos com cerca de 40 quilos.

Os especialistas da NASA explicaram que já existiram outros casos de colisão no espaço mas apenas de pequenas partes de satélites.



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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Analisando Tarantinos's Mind - parte I, o vídeo




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Analisando Tarantino´s Mind - parte II, o "esfolar" do vídeo

É até compreensível que a curta metragem Tarantino`s Mind continue pouco conhecida do público; fora as dificuldades de encontrar o vídeo, o seu tom nada delicado e submundesco conferido pelos argumentistas/diretores "anônimos" que assinam sob o pseudônimo 300 Ml, as muitas referências (de Cecil B. DeMille à ESPN) que são metralhadas pela tela em menos de doze minutos e mais a temática meio de-fã-para-fã, deram-lhe um certo ar de filme para poucos. Vamos esquecer esse engano. Surpresa geral do Festival de Cinema do Rio em 2006, a produção da Republika Filmes, deixou atónitos até os críticos que só esperavam sair dali dizendo alguma coisa sobre o novo do De Palma (naqueles dias, eram as primeiras exibições de Dália Negra no Brasil); a ousada curta consegue expandir-se de homenagem a um dos maiores cineastas contemporâneos, para uma sedução aos apaixonados por cinema - e não só aos admiradores do, dispensa-apresentações, Quentin Tarantino.

A curta passa-se num bar de São Paulo e reúne, entre cervejas, batatas fritas, palavrões, absurdos e pessoas que talvez sejam intelectuais, filósofos e jogadores de poker; nele, as duas improváveis figuras de Selton Mello e Seu Jorge, como dois cinéfilos, dialogam sobre a filmografia de Quentin Tarantino pretendendo revelar os pontos que ligam toda a obra do cineasta.

Tendo em Seu Jorge um indecifrável interlocutor, Selton - para variar, genial - apresenta a sua tese: jura ter descoberto um tal "código Tarantino" e põe-se a enumerar as provas que evidenciam a ligação entre todos os filmes do autor, de Natural Born Killers, aos dois volumes de Kill Bill. Ou seja, QT teria forjado uma linha única que tornaria as suas histórias todas - e os seus personagens - uma única e épica saga, cujas narrativas iriam muito além do que se vê.

Bem, mas não teria graça se não fossemos extrair e comentar ponto-a ponto alguns dos argumentos levantados pelos dois no bar de Tarantino´s Mind. Vamos a eles, por ordem de aparecimento.

1. Para iniciar a linha investigativa, o personagem de Selton Mello revela (com o ar de teoria da conspiração, tónica do diálogo) que o aspirante a celebridade Jack Scagnetti de Natural Born Killers é o mesmo agente de liberdade condicional de Mr. Blonde no Reservoir Dogs. Contrargumenta o personagem de Seu Jorge: mas o nome dele não era Jack? Sim... Mas depois ele mudou. A coisa toda fica nublada diante de uma discussão sobre os italianos e os sérvios não conseguirem pronunciar nomes difíceis. Fato é que Michael Madsen, como Blonde, comenta sobre seu agente da condicional que, como o Jack, é também um Scagnetti.

2. O melhor é o segundo ponto: a pasta levada por Mr. Pink (Steve Buscemi), após o massacre coletivo em Reservoir Dogs, é a mesma misteriosa mala que John Travolta e Samuel L. Jackson resgatam e escoltam por todo o Pulp Fiction. É realmente uma coincidência (ou não) interessante que o bando do primeiro filme tenha assaltado uma joalharia e que, ao ser aberta, a segunda pasta tenha aquele hipnótico brilho.

3. Ainda em Reservoir Dogs, é dito que o nome de Mr. Blonde é, na verdade Vic Vega. Ora, qual o nome que Mia Wallace mui sensualmente sussurra ao microfone para anunciar John Travolta como seu parceiro naquela antológica cena de dança? Vicent Vega. Para os argumentistas de Tarantino´s Mind é claro: eles são irmãos.

4. Mr. White, antes de integrar o grudo de bandidos de Reservoir Dogs, foi parceiro de Alabama, que casou com o Clarence no obscuro True Romance.

5. A colombiana que dirige o táxi de Butch, em fuga após ter dado um golpe no gangster Marcellus Wallace de Pulp Fiction seria a mesma psicótica, doida por assassinatos em Curdled (produção do Tarantino). Faz sentido, afinal, o que mais interessa a Esmeralda Villalobos enquanto dirige é a pergunta "qual a sensação de matar um homem?", que faz a Butch (Bruce Willis) assim, sem mais nem menos.

6. Num programa de TV em Curdled, aparece a foto dos irmãos Gecko de From Dust Till Dawn, procurados no Texas.

7. Mia Wallace e A Noiva (Kiddo) são a mesma pessoa. Ela só trocaria de nome de acordo com o bandido que estivesse namorando. Antes fora Wallace e, depois, noiva do Bill. Ok, aí já forçaram porque Mia era esposa e não noiva do Marcellus Wallace, fora que, após o doutrinamento com Pai Mei, A Noiva dificilmente iria tornar-se viciada em cocaína. Há ainda problemas de cronologia com isso.

8. O xerife que investiga o massacre na capela de El Passo, Texas, em Kill Bill, é o mesmíssimo que os irmãos Gecko matam a tiro no From Dust Till Dawn. Mais engenhoso que isso, só observar que, após a revelação espiritual que teve em Pulp Fiction, o Jules (Samuek L. Jackson) foi tornar-se pianista nessa mesma igrejinha...

Então, o que acham? Mais alguns apontamentos que tenham percebido em suas audiências tarantinescas?

Priscilla Santos é adoradora de cervejas e colabora com o obvious. Mais informações e textos da sua autoria no seu blog pessoal: Limão Expresso


Vão a http://blog.uncovering.org/archives/2008/01/analisando_tara.html está lá o vídeo da curta metragem...a não perder!

®PetehuntToons
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

CORALINE

Estreia dia 19 de Fevereiro!
A não perder!









Vem dos "mesmos" de "O Estranho Mundo de Jack" e "Moongirl"

Baseado no livro de Neil Gaiman (o senhor do primeiro vídeo).

A versão portuguesa contou com tradução/adaptação e trabalho muito árduo de Nuno Markl.

http://www.coraline.com/
http://www.imdb.com/title/tt0327597/

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Confissão: estou curioso, muito curioso! E já ouvi dizer que haverá uma versão 3D!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Relações: A química do amor

O que é o amor? Será, como escreveu Stendhal, o "milagre da civilização"? Será mais arte que sentimento, como defendeu Paul Morand? Ou será, afinal, "algo que não se define", antes se sente (Séneca, pensador romano)?

O debate é provavelmente tão antigo quanto as inquietações sobre as origens do Homem. Ao longo da História, vários têm sido os poetas, escritores e artistas que, cantando as virtudes do amor, têm contribuído para a compreensão deste fenómeno transcendente e antagónico: tanto é capaz de iluminar-nos a alma e encher-nos de vida como, num ápice, rasgar-nos o coração e apagar qualquer centelha de esperança. "Nascemos para amar", escreveu o político e autor britânico Benjamin Disraeli. "O amor é o princípio da existência e o seu único fim".

Mas, afinal, o que define o amor? A antropóloga norte-americana Helen Fisher, autora de "Porque Amamos - A Natureza Química do Amor Romântico" (Relógio D'Água, 2008), tem vindo a dedicar a sua carreira a decifrar esse enigma. A resposta, defende na obra, é menos romântica e mais previsível do que se esperava. O amor é... química, sentencia friamente. Uma alquimia complexa que envolve duas hormonas sexuais, a testosterona e o estrogénio, e dois neurotransmissores, a dopamina e a serotonina. A ciência, afinal, apenas confirma o senso comum. Quantos de nós já não nos escudamos na "química" para explicar aquele magnetismo incontrolável, o desejo irrefreável, a vertigem sentimental que nos liga a alguém? Química portanto, não simbólica mas literal.

A visão fica a dever muito ao romantismo, mas Fisher vai mais longe. A professora de Antropologia da Universidade de Rutgers socorre-se de Darwin para explicar que o amor, mais do que um sentimento nobre e transcendental, tem um papel evolutivo: existe para permitir a reprodução da espécie. E ainda que, como animais sexuais que somos, não precisemos de amar para nos envolvermos sexualmente, todos procuramos a pessoa ideal para assentar e constituir família. Mais do que máquinas sexuais, somos máquinas reprodutoras, diz-nos Fisher. O amor é apenas um meio para um fim muito mais nobre: a sobrevivência da raça humana. Esqueça, pois, os chocolates Godiva, as trufas, os diamantes e o champanhe caro.

A poção do amor não pode ser comprada nem mesmo na melhor loja. A primeira boa notícia é que existe dentro de cada um de nós. Basta encontrar a pessoa certa para a activar. A segunda é que a ciência pode ajudar-nos a consegui-lo mais eficazmente. Na sua última obra, "Why Him? Why Her?" (Porquê Ele? Porquê Ela?, numa tradução literal), acabada de publicar nos Estados Unidos, Fisher recorre ao seu conhecimento sobre a acção da testosterona, do estrogénio, da dopamina e da serotonina para traçar quatro tipos de personalidade distintas e explicar a sua influência nas relações românticas. Porque se as relações duradouras dependem mais do estatuto e da história de vida em comum, é a compatibilidade entre personalidades que soltará as faíscas no primeiro encontro.

Associados a elevados níveis de estrogénio, os Negociadores são introspectivos e analíticos, revelando grande habilidade para lidar com as pessoas. Cheios de testosterona, os Directores são bastante competitivos, ambicionando desempenhar papéis de liderança. Sob a influência da serotonina, os Construtores são os pais de família dos subúrbios, populares entre colegas e amigos, e pilares das suas comunidades. Por fim, os Exploradores, afectados por uma elevada acção da dopamina, são criativos e energéticos, não dispensando uma boa aventura.

As características de cada um dos tipos de personalidade ajudam a explicar a sua compatibilidade. Construtores e Exploradores tendem a procurar parceiros com o mesmo tipo de personalidade. Os primeiros porque sendo tão tradicionais - "são os casamentos de 50 anos, com cinco filhos", ilustra a autora - dificilmente conseguem tolerar outro tipo. Mais curiosa, sobretudo de um ponto de visto evolutivo, é a atracção entre Exploradores. Quem vai tomar conta das crianças quando ambos estiverem a subir ao Evereste ou no bar a tomar drogas?, interroga-se Fisher. Já Negociadores e Directores completam-se: precisam das características uns dos outros.

"Tudo o que fazemos tem um componente químico", explica Fisher ao Expresso. Conhecer a receita não destrói, contudo, o romantismo, garante a antropóloga. "Podemos conhecer todos os ingredientes químicos de um bolo de chocolate ou de uma cerveja e ainda assim desfrutar do prazer de consumi-los." Nisto do amor, o melhor é deixar espaço para o acaso. É que o coração tem caminhos que a própria razão desconhece.


®PetehuntToons
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SUSPIRO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A isto eu chamo a cereja em cima do bolo para o nosso País!!

Tio e primo suspeitos de tráfico de influências
Assessora de Manuel Pedro confirma pagamento de “luvas” a José Sócrates



Uma assessora de Manuel Pedro, da empresa promotora do Freeport, a consultora Smith & Pedro, disse à Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal que durante o licenciamento do Freeport, houve o pagamento de “avultadas comissões”, incluindo ao primeiro-ministro, que terá recebido “400 mil” – sem que seja especificada a unidade monetária – noticia hoje o diário “Correio da Manhã”.

O Freeport foi construído em Alcochete, numa zona ambientalmente protegida e foi simultânea à alteração da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, subscrita pelo actual primeiro-ministro, pouco antes das legislativas do início de 2002.

O depoimento da assessora de Manuel Pedro foi recolhido pela PJ de Setúbal em 2004, numa diligência presidida pela directora do departamento, conta o mesmo jornal.

Nessa ocasião, disse que ouviu uma conversa em que Manuel Pedro disse a João Cabral (com ligações à empresa Freeport) que “tinham de se desenrascar” porque “o Sócrates já tinha os 400 mil”. Terão depois falado em cem mil euros que a testemunha não percebeu a quem se destinavam mas que garante serem também comissões para que o processo fosse aprovado.

A mesma testemunha falou também numa cumplicidade suspeita entre Manuel Pedro e alguns autarcas, nomeadamente os presidentes das câmaras de Alcochete e do Montijo. E gabava-se de ter ajudado o de Alcochete (José Inocêncio) em períodos eleitorais. Conta também ter assistido a uma operação de destruição de provas.

As autoridades suspeitam de que o tio e o primo de José Sócrates, respectivamente Júlio e Hugo Monteiro, tenham cometido o crime de tráfico de influências. O mesmo jornal conta que o Ministério Público acredita que Hugo Monteiro recebeu dinheiro em numerário da empresa Smith & Pedro no âmbito da legalização do Freeport e que avançou com um pedido de levantamento do sigilo bancário em relação ao tio de Sócrates.

31.01.2009 - 10h46 PÚBLICO

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Começo a sentir-me italiano...só me falta o Ferrari!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A minha cidade!

De quando em vez é preciso olharmos as coisas pelo lado bom...menos mau digamos...
Fiquei muito contente com esta carta de um Setubalense ao director do jornal local!

"A cidade dos símbolos


Tenho um amigo que me diz “O que mais gozo me dá em viajar é o regresso a Setúbal”. Apesar de eu achar que viajar é muito mais do que ir e voltar, sou obrigado a concordar com o meu amigo num aspecto: o regresso a casa é um sentimento fabuloso.

Das viagens guardo muitas recordações. Guardo particularmente memória do contacto inicial com os “nativos”, por assim dizer. “Donde és?”, perguntam. “De Setúbal!”, respondo eu, num tom orgulhoso que não consigo esconder.

Depois da minha resposta, fico à espera da reacção deles. “Setúbal?... Terra do bom peixe!”, atiram sorrindo. Eu também sorrio. E penso na quantidade de respostas diferentes que me têm dado em cada lugar que estive. Às vezes fico a pensar se não será Setúbal a cidade mais conhecida em Portugal ou, pelo menos, a cidade com mais símbolos do nosso país, aquela que mais se faz representar.

Nas viagens que tenho feito, houve quem já me dissesse que vem à Arrábida meditar e “lavar” o espírito. Outros dizem que adoram o choco frito cá da terra. Os fãs do desporto-rei tecem elogios ao Vitória, os apreciadores gabam o Moscatel. Alguns lembram-se de ter vindo a Tróia em crianças, de atravessar o Sado e de ter visto os golfinhos a saltar ao lado dos ferrys. Os literários desafiam-me a declamar Bocage ou Sebastião da Gama.

Julgo que Setúbal é uma cidade de símbolos. Não vejo, com todo o respeito por todas as históricas cidades do nosso distrito, nenhuma que se lhe compare nesta região. Não digo que as outras não tenham os seus poetas, a sua gastronomia, o seu clube. Mas nenhuma delas conseguiu uma tão grande riqueza de símbolos, pelo menos em variedade.

Olho para o mapa do nosso país (exceptuando as mediáticas Lisboa e Porto) e anoto tudo o que me vem à memória ao olhar para o nome de cada cidade capital de distrito. Braga – Sé, arcebispos, Sp. Braga, Bom Jesus. Aveiro – ovos moles, ria, Beira-mar. Bragança – frio. Castelo Branco – Sport Benfica e Castelo Branco. Coimbra – estudantes, fado, Pedro & Inês. Évora – Templo de Diana, Capela dos Ossos. Faro – Farense. Guarda – frio. Leiria – União, pinhal, D. Dinis. Portalegre - Alentejo. Santarém – Ribatejo, touros. Viana do Castelo – mulheres com quilos de ouro ao pescoço. Vila Real – frio. Viseu – falam com os “esses”, frio, História de Portugal.

Creio que a cidade de Setúbal, e poucas para além dela, está bem presente na memória colectiva do nosso país. Tem um potencial invejável. Cabe a nós, setubalenses, aproveitá-lo, promovê-lo e divulgá-lo.


Jorge Faria"



Pena que com o aproveitamento, promoção e divulgação do potencial desta cidade não estejamos a fazer o suficiente.
Mesmo com todas estas coisas boas temos uma cidade e habitantes desprezada e desprezados pelas sucessivas classes de politicos deste país!
A começar pelos poderes locais...faz-se pouco quando tanto mais se pode e deveria fazer!

Abraço Sadino!!



®PetehuntToons
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Já está!!!

Espero que a passagem de ano vos tenha corrido de feição e tenham entrado sem precalços!
Assim sendo sejam benvidos a 2009, da minha parte!

Um ano excelente são os meus desejos!

®PetehuntToons
Até que o gato mie!