quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Alegre arrasa política educativa dos socialistas

"Governar para as estatísticas não é reformar", defende o deputado socialista Manuel Alegre, alertando para o facto de "a falta de exigência da Escola Pública" pôr "em causa a igualdade de oportunidades".

O deputado socialista Manuel Alegre acusa o Ministério da Educação de "governar para as estatísticas", defendendo que "não se pode reformar a educação tapando os ouvidos aos protestos e às críticas", no editorial da revista "Ops!".

No segundo número da Revista de Opinião Socialista, "Ops!", que hoje é lançada, Manuel Alegre sublinha que "não é possível passar do laxismo anterior a um excesso de burocracia conjugada com facilitismo".

"Governar para as estatísticas não é reformar", defende, alertando para o facto de "a falta de exigência da Escola Pública" pôr "em causa a igualdade de oportunidades".

Sobre as declarações da ministra Maria de Lurdes Rodrigues sobre a manifestação dos professores que no sábado juntou milhares docentes em Lisboa, o ex-candidato presidencial considerou que a responsável teve uma "linguagem imprópria de um titular da pasta" e "incompatível com uma cultura democrática", ao avaliar a manifestação como uma forma de intimidação ou chantagem.

Admitindo que o ministério possa ter razão em alguns pontos, Manuel Alegre defende que "é preciso saber ouvir e dialogar": "É preciso perceber que, mesmo que se tenha uma parte de razão, não é possível ter a razão toda contra tudo e contra todos. Tal não é possível numa Democracia".

No editorial, o ex-candidato presidencial compara a mudança ocorrida nos Estados Unidos, com a eleição de Obama, à estagnação da situação em Portugal, em parte provocada pela formação das pessoas que está a ser afectada pelo "clima de tensão permanente entre o Ministério da Educação e os Professores", de "ambiente de incompreensão entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior e as universidades".

"Num país como o nosso, o que faz mudar é a formação das pessoas, a educação, a cultura, a comunicação, a produção e a divulgação científica, a inovação tecnológica e social", defende.

No número colocado hoje nas bancas escrevem diversos professores, investigadores, actores institucionais e deputados como Alberto Amaral, Elísio Estanque, Nuno David, Francisco Alegre Duarte, Almerindo Afonso, Jorge Martins, a ex-secretária de Estado da Educação Ana Benavente e Teresa Portugal.


©PetehuntToons
Até que o gato mie!